domingo, 25 de janeiro de 2015

Fico perplexa em ver como uma pessoa com essa história de vida consegue alcançar tanto sucesso. Mas ao mesmo tempo vale refletir sobre tantos "ensinamentos" que sua experiência de vida podem conferir.

Ex-ladrão e empresário, Sila da Conceição é o convidado do De Frente com Gabi
Publicado em 19/9/2014

Marília Gabriela recebe um ex-ladrão que se tornou um grande empresário neste domingo, 21 de setembro. Sila da Conceição teve sua inusitada história de vida retratada no livro "Danem-se os Normais", publicação que mostra como um dos mais bem sucedidos batedores de carteira do país tornou-se um empresário com negócios no Brasil e nos Estados Unidos. Ele fala na entrevista sobre as prisões pelas quais passou, as lições que aprendeu no crime, as mulheres que fizeram parte de sua história e os nove filhos que teve com várias delas.


Foto: Carol Soares/SBT

Confira as melhores frases da entrevista:


• Ainda não leio e nem escrevo e não tenho interesse em aprender. Não quero ser "mais um".

• Eu pensei que se era para ser ladrão, eu tinha que ser diferenciado. Comecei batendo carteiras e fiquei nisso por dez anos.
• Passei por cinco cadeias e um dos meus maiores aprendizados foi no Carandiru. Quando falo que aprendi, não quero fazer apologia ao crime. Afinal de contas, se valesse a pena, eu ainda estaria lá.
• Como batedor de carteira, não ganhei muito, só o que precisava para sobreviver.
• Você não cresce (financeiramente) com o que você ganha, mas com o que você deixa de gastar.
• Quando cheguei a São Paulo fui morar no Brás. Lá tinham ladrões de todas as partes do país.
• Se eu tinha todo aquele aparato dentro do crime e era respeitado, pensava: "se eu trabalhar, então, só vai dar eu".
• Só era ladrão no "horário de trabalho", fora dali era um cara direito.
• Vi muito mais honestidade no crime do que hoje vejo no lado social.
• Como ladrão nunca passei um cheque sem fundo para ninguém.
• Os loucos abrem caminho, os sábios os seguem e os normais inteiram.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Retalhos de Mim

Às vezes, quando estou estressada, costumo escrever. Pego minha agenda ou um caderno e começo um registro do que, naquele momento, sou capaz de jurar que um dia vai se transformar em um livro ou ao menos um diário. No outro dia, passada a raiva,  esqueci tudo: agenda,  caderno,  bloco de papel, anotações... até mesmo o que me provocou a vontade de escrever. Engraçado é mesmo quando resolvo arrumar meus guardados. Aí são horas intermináveis imersa na leitura dessas anotações, o que me provoca sentimentos e emoções diferentes e até engraçados. Mistura de alegria, espanto, raiva, saudade, tristeza, autopiedade, determinação... muitas vezes até admiração por ter escrito alguma coisa e de alguma forma que nem imaginava ser capaz de escrever.
 O que encontrei numa  pequena caderneta com data de quatro anos atrás, por exemplo, faz com que me dê conta das muitas promessas não cumpridas e... bem,  já que comecei,  não vou omitir nada... das lições que tenho aprendido, mas que preciso rever para continuar a vida. Eis o texto: "Abusei: há três dias não como arroz integral nem saladinha. Hoje a sopa da escola estava um pouco calórica, comi bastante. Bebi refrigerante ontem, comi angu à noite,  pão e pizza. Mas vou voltar ao pique anterior porque quero VIVER BEM. Apesar dos invejosos e egoístas, daqueles que querem se dar bem,  mas não conseguem puxar o bonde da felicidade sem ter um burro de carga para explorar! Estou muito zangada com a P. (sic). Filhos,  onde estão? Cada um quer ver o seu lado, mas o pior é quando acham que sou obrigada a serví-los. Meu tempo agora é outro: é o meu tempo! Cada um,  que fez as próprias escolhas,  deve arcar com os ônus das mesmas.
Não quero e não tenho como fazer mais sacrifícios, ainda mais quando ficam comparando a atenção que recebem de mim em relação à de outros ou à que dispensam aos outros.  Pior ainda quando enxergam apenas o que é conveniente a si próprio,  sem levar em consideração a minha capacidade e limitação.  Ninguém vive só,  eu sei. Mas o preço que pagamos para (con)viver  é muito elevado.
Hoje tenho que fazer faxina! "
Só quero dizer que não tenho certeza a respeito de quem seja P. E também não me recordo o motivo dessa lamentação. Resgato apenas duas certezas. A primeira é que a indisciplina com alimentação, tão importante para que eu tenha melhor qualidade de vida, ainda é uma de minhas grandes dificuldades. A segunda é que realmente "ninguém vive só,  mas o preço que pagamos para conviver é muito elevado!"

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Impiedosamente Amável

 Não permita que nada:
Atrapalhe seu descanso,
Sabote a sua dieta,
Ofusque o brilho dos seus olhos,
Apague o seu sorriso,
Interrompa o seu sonho,
Tire o seu sono,
Impeça a sua elegância...
Entretanto...
Mesmo sem descer do salto, humildade,  paciência, tolerância e muita cara de paisagem ajudam a viver a vida de uma forma mais leve.
Porque nós, mulheres, fomos agraciadas com um dispositivo que temporariamente aciona doses diferenciadas, de hormônios diferenciados, e que nos levam a agir impiedosamente em certos dias e mega pacificamente em outros. Num dia somos implacáveis e no outro extremamente amáveis. Então vale o velho conselho: Não leve a vida tão a sério!

Indiretas

Publicações nas redes sociais muitas vezes causam polêmica por serem consideradas indiretas lançadas a desafetos. Não sei exatamente porque,  mas esta situação me faz lembrar da minha falecida sogra. Era uma pessoa muito simpática, gostava de ter a atenção das pessoas e era sempre muito solícita, atenciosa também. Mas não perdia oportunidade para dar um pitaco ou uma alfinetadinha. Eu,  mãe de três ou quatro crianças pequenas, amanhecia entre a cozinha e o tanque, onde passava a maior parte do dia. Lembro que certa vez ela me espetou essa: "graças a Deus, nenhuma de minhas filhas é preguiçosa porque arrumam a cama todos os dias quando levantam." Acredite, meus filhos estão todos crescidos e ela já está em outro plano há quase uma década,  mas todos os dias me lembro dela quando levanto pela manhã. E trato de arrumar minha cama!

domingo, 4 de janeiro de 2015

Ser Feliz

Os anos se passam, o tempo se vai... dia após dia a busca se faz. O que é ser feliz?
Se eu pudesse seguraria o sol no céu de forma que nunca deixasse de ser manhã.
De manhã eu sou feliz.
De manhã tenho mais força,  mais fé,  mais vida.
De manhã nasce em mim sempre uma nova esperança.
Sempre de manhã...