Quando nos chega, densa e doida, a inesperada,
A pergunta (por que?) sem resposta suficiente
Se funde com alguma culpa desesperada
Que a razão, agora emudecida, sabe inexistente.
Conjeturamos que o desfecho poderia ser diferente,
Enquanto as lágrimas preenchem uma xícara imaginada
Para drenar toda alegria na face antes registrada
E para indagar como será a jornada daqui para a frente.
Deixamos que o nosso futuro se atrofie sem horizonte.
Ou pedimos que o Eterno cumpra a deliciosa promessa
De recolher nosso cálice transbordado de tristeza
Pela imensa dor que, além de nós, não há quem a meça.
Saibamos que a esperança num Deus que conforta é ponte
Que permite que a vida flua como um rio que não cessa.
Pr.ISRAEL BELO DE AZEVEDO
http://prazerdapalavra.com.br
Pretendo compartilhar projetos de vida e de trabalho, ideias e ideais, arte e utilidades. Sonhar em fazer faz parte de mim. Fazer o que sonho é um desafio. Mas como tudo que é bom na vida, a gente tem é que começar, e começar pra valer. Então, mãos à obra, começando pelos espaços. E é por aqui que eu começo. "Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito". Pv 4.18
sexta-feira, 17 de junho de 2011
O LUTO É PARA SEMPRE
A experiência do luto é certeza para todos os vivos.
A intensidade da dor tem a ver com a qualidade do convívio bloqueado e também com as circunstâncias das mortes, algumas literalmente deitadas no nosso colo.
A vastidão da dor tem a ver com o modo como encaramos a vida. Lembremo-nos do rei Davi quando seu filhinho ficou doente. Enquanto o menino agonizava, ele agonizou junto. Quando o garoto morreu, o pai chorou, tomou banho, alimentou-se e voltou às suas atividades (2Samuel 12.15-23). Seu luto foi breve. Nem todos somos Davi. Nem todos temos que ser Davi. Mas todos nós gostaríamos que a dor da separação fosse menos vasta.
O luto é para sempre, mas a dor não precisa nos paralisar para sempre.
Ajudam-nos na vitória algumas atitudes:
. Devemos agradecer a Deus pela oportunidade que tivemos de conviver com este/esta que agora vive apenas em nossa memória.
. Precisamos revisar nossa história para que nenhuma culpa fique nela alojada. (O perdão divino inclui a certeza que não há nada hoje que possamos mudar no que aconteceu ontem.)
. Temos que nos envolver em atividades que façam nossos neurônios fazer outros encontros, compromissos que nos tornam úteis e nos mostram que a vida deve seguir.
. Podemos nos encher de esperança porque sabemos que há razões para confiarmos que Deus se importa com a solidão que vem com a morte de uma pessoa amada.
Pr.Israel Belo de Azevedo
A intensidade da dor tem a ver com a qualidade do convívio bloqueado e também com as circunstâncias das mortes, algumas literalmente deitadas no nosso colo.
A vastidão da dor tem a ver com o modo como encaramos a vida. Lembremo-nos do rei Davi quando seu filhinho ficou doente. Enquanto o menino agonizava, ele agonizou junto. Quando o garoto morreu, o pai chorou, tomou banho, alimentou-se e voltou às suas atividades (2Samuel 12.15-23). Seu luto foi breve. Nem todos somos Davi. Nem todos temos que ser Davi. Mas todos nós gostaríamos que a dor da separação fosse menos vasta.
O luto é para sempre, mas a dor não precisa nos paralisar para sempre.
Ajudam-nos na vitória algumas atitudes:
. Devemos agradecer a Deus pela oportunidade que tivemos de conviver com este/esta que agora vive apenas em nossa memória.
. Precisamos revisar nossa história para que nenhuma culpa fique nela alojada. (O perdão divino inclui a certeza que não há nada hoje que possamos mudar no que aconteceu ontem.)
. Temos que nos envolver em atividades que façam nossos neurônios fazer outros encontros, compromissos que nos tornam úteis e nos mostram que a vida deve seguir.
. Podemos nos encher de esperança porque sabemos que há razões para confiarmos que Deus se importa com a solidão que vem com a morte de uma pessoa amada.
Pr.Israel Belo de Azevedo
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